Faltando uma semana para a estreia do filme A Esperança - Parte 1, marcando um ano para o lançamento do último filme da saga, é preciso reconhecer e destacar as conquistas de nossa protagonista. Comparando-se a Katniss Everdeen que conhecemos no Distrito 12 com aquela que logo se torna a queridinha não só da capital, como também dos distritos restantes, é possível perceber que ela passa a priorizar a sobrevivência daqueles que estão a sua volta e não preservar a própria vida. Além disso, o mais chocante é a maneira como ela se comportará no livro final da trilogia. Caso ainda não tenha visto, assista ao trailer.
Depois de ver isso é impossível dizer que o desenvolvimento da personagem foi ordinário. Apesar de não sofrer extremas mudanças a nível de caráter e identidade, Katniss se torna cada vez mais consciente de suas responsabilidades para com aqueles que lutam ao seu lado. Isso se torna cada vez mais relevante ao longo da saga, uma vez que é essa sua motivação para fazer algo que antes, para a antiga Katniss, era algo hediondo.
Entretanto, como aqueles que já leram os livros sabem (ou seja, pequeno spoiler) os acontecimentos desses anos conturbados de Katniss não deixam de ser parte de sua vida, queira ela ou não. Mesmo sendo uma distopia, o romance representa muito bem alguns aspectos do mundo com realismo. Quantos já não morreram de inanição ao redor do mundo? Quantas guerras já foram travadas em que os envolvidos saíram tão destruídos que, de fato, não houve um vencedor? Além desses e muitos outros elementos, o que mais nos atinge é a maneira como Katniss e outros personagens lidam com aquilo que sofreram, de maneira intensamente real, a ponto de nos perguntarmos: como eu estaria depois de tudo isso? O que eu estou disposta(o) a fazer por aqueles que amo? Me despeço deixando aqui a mais nova música para a trilha sonora do filme (que por sinal não combinaram com a obra prima, na minha opinião).
Deixem seus comentários. Beijos.
-L.C.
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